sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Livros e livros


Livros, diversos livros que ocupavam as prateleiras. Era capaz de me jogar, mergulhar e interagir com eles.

Sentia-me perdida ao observá-los, eram tantos, tantos nomes e aventuras que nem sabia por onde começar. Minha vontade era de ler todos ao mesmo tempo.

Mas acho melhor não, um só é o começo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Apenas uma criança


Naquela noite escura e sombria

soprava um vento misterioso

que carregava consigo aquela doce harmonia.

Ele soprava e soprava e aquela estranha menininha queria levar.

Ela estendeu os braços e rodou e rodou...

Não se importava com o vento que bagunçava seus cabelos e quase a derrubava.

Só queria por um momento se distrair, brincar sozinha, fingir que estava em um outro lugar.

Fechava os olhos e sentia o vento batendo levemente em seu rosto e era capaz de se imaginar no céu.

Será que lá pertinho das estrelas que ela sempre quis alcançar e dos planetas que desejava visitar haveria mais oportunidades de ser feliz? Não custava imaginar!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

“Só restam 50 minutos”


_Só restam 50 minutos!
Afirmava o professor de português.
E Henrique ainda não havia começado sua redação.
As palavras escapavam no ar, era como se estivesse em um campeonato. Seus concorrentes já estavam quase terminando o texto, enquanto sua folha ainda estava em branco.
Ele rabiscava o papel, desenhava e até mesmo brincava para ver se conseguia buscar alguma inspiração, uma pequena idéia talvez, não precisava ser a melhor, apenas uma atividade criadora, qualquer estimulo ao pensamento.
O tempo passava e o nervosismo de Henrique só aumentava.
Até que ele se deixou ir além, se imaginou voando depressa pelo mundo, ninguém conseguia vê-lo, mas ele estava ali. Ali estava aquele menino sem entusiasmo, rodando pelas cidades, pelos parques, pelas praças, pelas câmaras municipais, pelas ruas e até mesmo pelas igrejas. Não, ele não era louco. Só era um menino que estava começando a olhar o planeta de uma forma diferente, um olhar critico talvez.
E então o inesperado aconteceu, quando ele menos esperava sua folha já havia completado vinte e cinco linhas,sim, ele também foi capaz de fazer uma redação sobre ética e cidadania, tudo aquilo era bem mais fácil do que ele havia imaginado.

“Não gosto porque não gosto!”

Teresa e Melissa estavam sentadas esperando o ônibus.
Enquanto isso conversavam sobre o cotidiano delas, as saídas, o colégio, moda, filmes e músicas.
_O que você acha da moda Teresa?
E Teresa um pouco impaciente com a demora do ônibus respondeu:
_Ahh...sei lá, eu não gosto muito não.
_Por quê? O que você tem contra?
_Bom... não é que eu tenha algo a contra...só não gosto!
_Nossa, vai me dizer que você não adora aquelas roupas super caras e estilosas?
_Pra falar a verdade não, acho besteira, as pessoas consomem demais.
_Caramba, cada louco com sua mania, eu já posso dizer o contrário, posso me considerar uma dessas pessoas consumistas. Mas e do amor Teresa? O que você tem a dizer sobre ele?Acha que ele realmente possa existir?
E a jovem Teresa respondeu:
_O amor? Não sei não, só sei que ele não apareceu para mim, se ele existe porque muitos casais se separam?
_Ahh...sei lá, talvez porque pensaram que se amavam, mas quando passaram a viver juntos descobriram que não era bem o que pensavam, as aparências enganam.Vai lá saber né?
_Se o amor existisse eles não iriam se separar.
_Quanto pessimismo menina!
_Ué, só não sei explicar, não é pessimismo não, é apenas a realidade.
Elas estavam expondo seus pensamentos e ideais, quando avistaram o ônibus aproximando-se:
_Nossa até que enfim, já estava quase indo a pé... hehe!Hei Melissa o dinheiro ta com você neh?
E Melissa nem precisou conferir, simplesmente afirmou:
_Mas é claro, aonde você está com a cabeça?por acaso acha que eu perdi?
_Não, é que eu não lembrava direito se estava comigo ou com você.
_ Ah ta!Nossa amiga já ia esquecendo de dizer, minha mãe te chamou para ir para praia com a gente.Topa?
E Tereza respondeu:
_Ai Melissa agradece a sua mãe pelo convite, mas eu não vou não.Não gosto muito de praia.
_Não gosta?Mas por quê?
_Sei lá, não gosto porque não gosto.Preciso ter um motivo?
E a senhora que também ia pegar o ônibus pensou:
_Ai aiii...vai começar tudo de novo?