
A manhã pura e encantadora a chamava para brincar. Podia sentir o vento batendo em seu rosto ao mesmo tempo em que os raios de sol iluminavam seus cabelos avermelhados. Seus cachos indefinidos e bagunçados não precisavam serem penteados. Depois do café da manhã, lá estava ela, correndo pelas calçadas de sua vizinhança e explorando aquilo que considerava ser "seu mundo". Via as outras crianças de sua idade brincando, fingindo que eram adultas. Mas ela não, ela gostava de ser criança e aproveitar muito bem a sua infância. Porque aquele aquele momento de sua vida ninguém poderia roubar, era só dela e de mais ninguém.

