sexta-feira, 20 de novembro de 2009



Em um certo dia, quand0 voltava do colégio avistei uma mãe na rua com seus dois filhos pequenos. Esta, estava exausta e cansada. Impaciente com as crianças e com a demora do marido, preferiu sentar-se à beira da calçada enquanto esperava-o. A menina, só querendo um pouco de atenção daquela que tanto amava e respeitava, esforçou- se para conversar com sua mãe, mas parece que o assunto não a agradou muito. Não recordo-me o porque da reação da mãe. Ela simplesmente virou -se para a menina e gritou " cala a boca garota" Essas palavras refletiram-se aos ouvidos do menino que brincava com seu carrinho no outro canto da calçada. Este, sem pensar no que bruscamente soou em seu ouvido, começou a repetir essa frase ." Cala a boca, cala a boca ", gritava para sua irmã. Meus pensamentos desvaneadores não me deixaram em paz. Começei a refletir sobre a cena vista. Aquelas palavras pronunciadas a uma menina que aparentava ter apenas seis anos de idade. São nessas horas que percebemos o quanto as pequenas coisas fazem a diferença. Sempre estamos reclamando da hipocrisia que esse mundo carrega em seus braços. Mas não podemos esquecer que todas as pessoas já foram crianças. E que o futuro delas está nas mãos de poucos.


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