domingo, 11 de abril de 2010

Papo sério


Ei Zé...tenho algo muito importante para te dizer. Mas você promete que não vai se perder em minhas palavras e que minha voz não irá ensurdecer ao passar por seus ouvidos e se aprofundar em sua alma?

Sinto lhe informar, mas isto que estamos presenciando não é um jogo. Pessoas estão matando pessoas e sentindo o gosto do ódio e da vingança cada vez mais.

Sim Zé, eu sei... já cansei de me perguntar: Quem somos nós para julgar os outros, se não somos capazes de julgar nós mesmos?

Quem é capaz de se dizer ético? De dizer que nunca, que por nenhuma vez desejou mal a alguém? Um mal que por mais que tenha sido passageiro, fez parte de você.

Imagino que agora você me ache louca. Mas se quiser pense em um fato recente que marcou a vida de muitas pessoas. Posso te dar uma ajuda? Uma noite uma menina caiu da janela, apenas uma criança, uma ingênua sonhadora que nunca mais voltou a brincar pelos corredores de sua casa. O causador da morte da pequena? Dizem que foi a madrasta e o pai dela. Oh céus, porque nem as crianças são respeitadas? Sim, isto foi horrível, mas o pior é pensar que o ódio não passou só pelo sangue dos assassinos, como também pelos dos cidadãos que acompanharam o caso. Logo depois do julgamento, lá estavam eles, com pedras na mãos e muita força nos punhos.

O resto? Me diz você...do que seriam capazes de fazer?

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