quarta-feira, 27 de março de 2013

A baixa remuneração

Os olhos cansados resultante da noite mal dormida, as mãos frias e o coração palpitante, eram sinais do seu nervosismo e de sua falta de tempo. Henrique era um trabalhador comum, assim como qualquer outro, ele sabia o significado de ter que sacrificar a sua vida social para conseguir pagar as suas contas no final do mês. Aquele trabalhador tinha consciência de que ao se levantar cedo, almoçar correndo e não ter tempo para ficar com a sua família e perguntar aos seus filhos como haviam sido seus dias, faziam parte de seu cotidiano. O velho homem sabia o quanto valia seu esforço para colocar a comida na mesa e oferecer uma qualidade de vida para sua família, nada mais do que R$800,00. E assim, ele começou a entender as teorias em que aprendeu quando frequentava à escola. Lembrava de um tal de Taylor, não era capaz de se recordar muito bem sobre as vantagens e desvantagens de sua teoria, mas recordava-se de sua professora dizendo que as pessoas eram vistas como máquinas, que faziam trabalhos repetitivos, não tinham uma boa qualidade de vida e ainda recebiam uma remuneração baixa. Associando essa teoria clássica à sua falta de tempo, resultante das horas gastas trabalhando e da falta de benefícios e de uma satisfação profissional e pessoal. Este senhor que havia estudado até a sexta série decidiu que era hora de fazer algo novo em sua vida. Ele se matriculou em uma escola, comprou um caderno e voltou a estudar.
Desde criança, Henrique sempre havia gostado de números, então decidiu que assim que concluísse o ensino médio, ele iria prestar um vestibular e seguiria a carreira de professor de matemática. Sendo assim, iria ajudar os seus alunos e não permitirá que eles abandonem a escola, da mesma forma que ele. O futuro professor ensinará às crianças o valor dos estudos e a importância da educação, ensinará a eles tudo o que não aprendeu quando era jovem.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A ausência

  O trânsito de São Paulo estava semelhante ao de todos os dias, a não ser por um pequeno detalhe: O ônibus parado que congestionava à cidade transportava uma parturiente. Sim, a mulher estava prestes a ter um filho no meio daquele congestionamento caótico.
  E foi bem ali, entre carros, buzinas, caminhões e bicicletas que nasceu Júnior. Desde criança aprendeu a conviver nas ruas movimentadas de sampa, e descobriu a correria e a pressa de se viver em uma metrópole, onde o tempo não parava.
  As pessoas disputavam por um espaço no apertado metrô, as ruas eram sempre ocupadas por pernas apressadas que não viam a hora de chegarem em casa e os ônibus sempre passavam lotados.
  Aos doze anos Júnior começou a sentir a falta de algo que ainda não sabia bem decifrar o que era. Mas o vazio que se alastrava por seu coração e invadia sua mente o deixavam atordoado.
  O menino observava as pessoas: os gestos e as atitudes e percebeu o quanto elas eram frias. Não se cumprimentavam, não conversavam e não mantinham uma convivência agradável umas com as outras.
Júnior tentava entender o significado da palavra humanidade e aplicá-la nas situações do cotidiano. Talvez as pessoas só tivessem se esquecido de dizer "bom dia", "com licença" e "como tem passado?". Ou apenas tenham deixado essas palavras guardadas para usarem com outra gente. Ele não sabia explicar, mas seu coração sentia falta de humanidade.
   O pequeno sentia saudade de um sentimento mais forte do que aquele presenciado em sua vida. Queria algo maior, desejava gritar para todos o quanto era grato por viver e queria demonstrar que ele estava disposto a ajudá-las. Sim, por quê não? Ele decidiu que começaria com as pessoas que estavam ao seu redor, oferecendo aquilo que  o capitalismo não pode dominar, não pode comprar e depois vender. Ele começaria distribuindo a sua atenção para aqueles que quisessem simplesmente desabafar, o seu abraço e o seu bom humor e espalharia essas ideias para os outros que estivessem preparados para aderirem-as.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os golpes por telefone

 Os golpes por telefone são cada vez mais frequentes no Brasil e nos últimos meses estão sendo aplicados por pessoas que se passam por atendentes de grandes empresas. Os criminosos ligam para as residências e por meio da persuasão, convencem as vítimas a passarem suas informações e depois cometem várias fraudes. Logo, é preciso que os cidadãos não passem seus dados pessoais por telefone e que tenham cuidado para não serem vítimas de um golpe.
 Os crimes ocorrem através de ligações feitas por pessoas que se apresentam como atendentes de alguma empresa conhecida, alegando assim, que o dono da residência foi selecionado a participar de alguma promoção ou sorteio e para continuar no processo é preciso que ele faça o cadastro, transferindo os seus dados. Desta forma, o criminoso adquire o conhecimento a respeito do endereço, telefone, celular, a conta do banco e outras informações pessoais. E assim, clona o cartão de crédito e suja o nome da vítima.
 Embora o telefonema pareça ser de uma empresa confiável, é importante que as pessoas evitem passar as suas informações, pois nunca se sabe quem está do outro lado da linha. E por isso, é imprescindível que os cidadãos mantenham-se cautelosos ao atender à telefonemas desconhecidos.
 Em suma, é importante que as pessoas evitem passar seus dados pessoais por telefone, mesmo que a empresa seja conhecida. Pois, há muitos falsos atendentes que são capazes de passar segurança para os cidadãos, conquistando-os. Então é preciso que todos fiquem espertos para não caírem em mais um tipo de golpe que tem sido cada vez mais planejado e inteligente.